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Antecipação do décimo terceiro em 2025 ajusta prazos e injeta R$ 320 bilhões na economia
A proximidade do fim de ano traz uma expectativa renovada para milhões de brasileiros que dependem do décimo terceiro salário, um benefício criado há mais de 60 anos pela Lei Federal nº 4.090/62.
A proximidade do fim de ano traz uma expectativa renovada para milhões de brasileiros que dependem do décimo terceiro salário, um benefício criado há mais de 60 anos pela Lei Federal nº 4.090/62. Em 2025, o pagamento desse valor extra, que alcança cerca de 85 milhões de trabalhadores e beneficiários do INSS, terá datas ajustadas por conta de fins de semana, com a primeira parcela ou valor único previsto para 28 de novembro e a segunda para 19 de dezembro. Esse ajuste, motivado pela necessidade de adequação ao calendário bancário, não apenas garante o acesso ao dinheiro antes das festas, mas também promete movimentar a economia com uma injeção estimada em R$ 320 bilhões. O aumento do salário mínimo para R$ 1.518 e a entrada de novos trabalhadores no mercado formal amplificam o impacto desse recurso, essencial para o consumo e o planejamento financeiro das famílias.
Empresas de todos os portes já se preparam para cumprir os prazos legais, que exigem organização redobrada para evitar multas de R$ 170,25 por empregado em caso de atraso. Setores como varejo, serviços e turismo, que historicamente se beneficiam do aquecimento de fim de ano, ajustam estoques e estratégias para aproveitar o momento. Enquanto isso, a possibilidade de antecipação do pagamento para aposentados e pensionistas do INSS, como visto em anos anteriores, mantém o governo atento às demandas econômicas, com decisões previstas para março, após a aprovação do Orçamento.
Para os trabalhadores, o dinheiro extra chega em um momento estratégico, antes do Natal e das despesas de início de ano, como IPVA e material escolar. Em 2024, o benefício alcançou 83 milhões de pessoas e movimentou R$ 300 bilhões, e as projeções para 2025 indicam um crescimento impulsionado pela formalização de cerca de 2 milhões de novos empregos. Esse cenário reforça o papel do décimo terceiro como um dos principais motores da economia brasileira no último trimestre.
Como as novas datas afetam empresas e trabalhadores
O ajuste no calendário do décimo terceiro salário em 2025, com prazos antecipados para 28 de novembro e 19 de dezembro, reflete a necessidade de alinhamento com os dias úteis bancários. Como 30 de novembro cai em um domingo e 20 de dezembro em um sábado, a legislação trabalhista, respaldada pelo Tribunal Superior do Trabalho, determina que os depósitos ocorram antes dos fins de semana. Isso protege o direito do trabalhador ao acesso imediato ao recurso, mas impõe desafios adicionais às empresas, especialmente as pequenas e médias, que precisam ajustar o fluxo de caixa para honrar os compromissos.
Para os empregadores, a primeira parcela, que corresponde a 50% do salário bruto sem descontos, deve ser paga até o fim de novembro, enquanto a segunda, já com retenções de INSS e Imposto de Renda, tem como limite o dia 19 de dezembro. Negócios sazonais, como os do varejo e da construção civil, enfrentam pressão extra devido à alta demanda no período. Muitos recorrem a empréstimos ou reservas financeiras para cumprir as obrigações, já que o atraso pode gerar não apenas multas, mas também processos trabalhistas. A flexibilidade de pagar a segunda parcela em espécie no dia 20, se acordado com o empregado, é uma alternativa, mas inviável para transferências bancárias.
Trabalhadores, por sua vez, se beneficiam diretamente da antecipação. Com o dinheiro disponível antes do último fim de semana prolongado de dezembro, o planejamento de compras natalinas, quitação de dívidas ou até a formação de uma reserva para 2026 torna-se mais viável. Dados de 2024 mostram que 40% do valor foi usado em consumo imediato, como alimentos e presentes, enquanto 30% serviram para pagar contas atrasadas, evidenciando a versatilidade do benefício no orçamento familiar.
Quem tem direito ao décimo terceiro em 2025
Milhões de brasileiros estão elegíveis para receber o décimo terceiro salário em 2025, um direito que abrange diversas categorias profissionais e beneficiários da Previdência Social. Entre os trabalhadores formais, estão incluídos aqueles regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como empregados com carteira assinada, domésticos, rurais e avulsos, que atuam sem vínculo fixo, mas com intermediação de sindicatos. Servidores públicos também fazem parte do grupo, assim como aposentados e pensionistas do INSS que recebem auxílios específicos, como incapacidade temporária, reclusão ou acidente.
Exceções, no entanto, limitam o acesso ao benefício. Quem é demitido por justa causa perde o direito, independentemente do tempo trabalhado no ano. Para os elegíveis, o pagamento é proporcional ao período de serviço: frações superiores a 15 dias contam como um mês completo. Um trabalhador contratado em abril, por exemplo, terá direito a 9/12 do salário em dezembro, enquanto quem atuou o ano inteiro recebe o valor integral. Esse cálculo simples, mas detalhado, assegura justiça na distribuição do benefício.
Trabalhadores formais: Empregados CLT, domésticos, rurais, avulsos e servidores públicos.
Previdência Social: Aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios específicos.
Exclusões: Demitidos por justa causa e beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada).
Passo a passo para calcular o valor do benefício
Calcular o décimo terceiro salário é uma tarefa que exige atenção aos detalhes, mas segue uma lógica acessível. O valor baseia-se no salário mensal bruto, dividido por 12 e multiplicado pelo número de meses trabalhados no ano. Um empregado com salário de R$ 2.000 que atuou de janeiro a dezembro recebe R$ 2.000 integrais, pagos em uma ou duas parcelas. Se começou em maio, terá direito a 8/12, ou seja, R$ 1.333,33. Adicionais como horas extras, comissões e noturnos entram na soma, elevando o montante final.
Descontos obrigatórios, aplicados apenas na segunda parcela, ajustam o valor líquido. O INSS varia de 7,5% a 14%, dependendo da faixa salarial, enquanto o Imposto de Renda incide sobre quem ganha acima de R$ 2.824 mensais. Para um salário de R$ 3.500, por exemplo, o INSS pode reter R$ 315 e o IR cerca de R$ 157,50, deixando o líquido em torno de R$ 3.027,50. A primeira parcela, livre de retenções, é depositada integralmente, mas a segunda reflete esses ajustes, exigindo que as empresas forneçam contracheques claros para evitar confusões.
Impacto econômico do décimo terceiro em 2025
O décimo terceiro salário desempenha um papel crucial na economia brasileira, especialmente no último trimestre. Em 2024, o benefício injetou R$ 300 bilhões no mercado, beneficiando 83 milhões de pessoas e aquecendo setores como varejo, serviços e turismo. Para 2025, as projeções apontam para R$ 320 bilhões, um salto impulsionado pelo aumento do salário mínimo para R$ 1.518 e pela formalização de aproximadamente 2 milhões de novos empregos. Esse crescimento reflete a recuperação gradual do mercado de trabalho e eleva o poder de compra das famílias.
Comerciantes já sentem os efeitos positivos. Supermercados reforçam estoques com produtos típicos de Natal, como panetones e carnes, enquanto o comércio eletrônico, que registrou alta de 10% nas vendas de dezembro passado, planeja promoções agressivas para atrair consumidores. Cidades turísticas, como Gramado, no Rio Grande do Sul, e Campos do Jordão, em São Paulo, também se beneficiam, com hotéis e pousadas registrando aumento nas reservas. O dinheiro extra disponível antes das festas amplifica o movimento em destinos populares, consolidando o benefício como um catalisador do consumo sazonal.
A antecipação das datas em 2025 intensifica esse impacto. Com o pagamento da primeira parcela até 28 de novembro, os trabalhadores ganham quase uma semana a mais para organizar despesas, seja para compras, viagens ou investimentos. Em 2024, 25% do valor foi direcionado à poupança, indicando que o décimo terceiro também funciona como um colchão financeiro para o início do ano seguinte, quando contas como IPTU e matrículas escolares pressionam o orçamento.
Calendário oficial do pagamento em 2025
O cronograma do décimo terceiro salário em 2025 foi ajustado para garantir que os depósitos ocorram em dias úteis, respeitando as regras bancárias e trabalhistas. Para trabalhadores formais, as datas principais são:
28 de novembro: Prazo limite para a primeira parcela ou pagamento único, antecipado do dia 30, que cai em um domingo.
19 de dezembro: Data final para a segunda parcela, ajustada do dia 20, um sábado.
20 de dezembro: Opção de pagamento em espécie da segunda parcela, mediante acordo com o empregado.
Para aposentados e pensionistas do INSS, o calendário ainda depende de decisões do governo. Nos últimos anos, o pagamento foi antecipado para abril e maio, uma medida adotada durante a pandemia para estimular a economia em períodos de baixa atividade. Em 2025, a equipe econômica avalia repetir a estratégia, mas a definição só será confirmada após a aprovação do Orçamento, esperada para meados de março. Se implementada, a antecipação injetará bilhões adicionais no mercado em meses estratégicos.
Empresas que descumprirem os prazos enfrentam sanções. A multa de R$ 170,25 por empregado serve como alerta, especialmente para pequenos negócios com margens reduzidas. O planejamento antecipado, incluindo a reserva de recursos ou a busca por linhas de crédito, torna-se essencial para evitar penalidades e manter a confiança dos trabalhadores.
Desafios para pequenas empresas no cumprimento dos prazos
Cumprir os prazos do décimo terceiro em 2025 representa um desafio significativo para pequenas e médias empresas, que muitas vezes operam com fluxo de caixa apertado. A antecipação das datas para 28 de novembro e 19 de dezembro exige que os empregadores organizem os pagamentos em um período de alta demanda, especialmente em setores como varejo e serviços. A primeira parcela, equivalente a 50% do salário bruto, não sofre descontos, mas a segunda, com retenções de INSS e Imposto de Renda, aumenta a complexidade da gestão financeira.
Muitos negócios recorrem a estratégias para equilibrar as contas. Em 2024, cerca de 15% das pequenas empresas buscaram empréstimos para honrar o benefício, enquanto outras ajustaram o pagamento de fornecedores para priorizar os salários. A multa por atraso, fixada em R$ 170,25 por empregado, pesa ainda mais no orçamento, podendo gerar um custo elevado para quem tem dezenas de funcionários. Para evitar problemas, especialistas recomendam o uso de reservas acumuladas ao longo do ano ou a negociação de prazos com instituições financeiras.
Os trabalhadores, por outro lado, pouco sentem esses bastidores. Para eles, o importante é receber o valor dentro do prazo, garantindo o uso do dinheiro em um momento crucial do ano. A rigidez da legislação trabalhista reforça essa expectativa, colocando pressão adicional sobre os empregadores para cumprir as obrigações sem falhas.
Como os brasileiros utilizam o décimo terceiro
A destinação do décimo terceiro salário reflete as prioridades e necessidades dos brasileiros, variando de acordo com a renda e o contexto econômico. Em 2024, 40% do valor foi gasto em compras de Natal, como alimentos, roupas e presentes, enquanto 30% serviram para quitar dívidas acumuladas, como contas de luz e cartão de crédito. Outros 25% foram poupados ou investidos, mostrando uma preocupação crescente com a segurança financeira para o futuro.
Com o salário mínimo em R$ 1.518, o valor líquido médio por pessoa em 2025 deve ficar próximo de R$ 1.400, após os descontos de INSS. Para quem ganha acima disso, como um salário de R$ 3.200, o montante líquido pode chegar a R$ 2.800, ampliando as possibilidades de uso. A antecipação das datas facilita escolhas estratégicas, como o pagamento de despesas de janeiro, incluindo IPVA e material escolar, ou a realização de pequenas reformas em casa.
Consumo imediato: Compras de Natal, alimentos e presentes lideram os gastos.
Dívidas: Contas atrasadas e parcelamentos consomem parte significativa do benefício.
Poupança: Reserva para emergências ou planos de curto prazo ganha espaço.
Setores que mais se beneficiam do benefício
O impacto do décimo terceiro vai além das famílias e alcança diretamente diversos setores econômicos. O varejo é o maior beneficiado, com supermercados, lojas de vestuário e eletrodomésticos registrando picos de vendas em dezembro. Em 2024, o comércio eletrônico cresceu 10% no período, e a expectativa para 2025 é ainda mais otimista, com promoções planejadas para captar a renda extra dos consumidores.
O setor de serviços também sente o reflexo. Restaurantes, salões de beleza e empresas de transporte, como aplicativos de mobilidade, registram aumento na demanda, especialmente nas semanas que antecedem o Natal. O turismo ganha fôlego com o dinheiro disponível, beneficiando destinos como o litoral de Santa Catarina e cidades históricas de Minas Gerais, que atraem visitantes em busca de lazer e descanso. Pequenos negócios locais, como padarias e mercadinhos, igualmente aproveitam o movimento, consolidando o décimo terceiro como um impulsionador essencial da economia de fim de ano.
Curiosidades sobre o décimo terceiro no Brasil
O décimo terceiro salário tem uma história rica e detalhes que nem todos conhecem. Criado em 1962, durante o governo de João Goulart, o benefício surgiu como uma gratificação natalina para melhorar o fim de ano dos trabalhadores e estimular o comércio. Hoje, ele é um direito consolidado, mas ainda gera dúvidas e particularidades que valem a pena destacar.
Dinheiro Notas Real
Dinheiro Notas Real – Foto: Alexandre Zorek/shutterstock.com
Origem histórica: Instituído pela Lei nº 4.090/62, foi uma resposta às demandas por melhores condições trabalhistas.
Proporcionalidade: Frações de 15 dias ou mais contam como um mês inteiro no cálculo.
Multa antiga: O valor de R$ 170,25 por atraso não é atualizado há décadas, mas segue em vigor.
Flexibilidade: Pagamento em espécie no dia 20 de dezembro é uma exceção rara, usada em acordos específicos.
Esses aspectos mostram como o benefício evoluiu ao longo do tempo, mantendo sua relevância tanto para os trabalhadores quanto para a economia nacional.
Perspectivas para aposentados e pensionistas do INSS
Aposentados e pensionistas do INSS aguardam com expectativa a definição do calendário do décimo terceiro em 2025. Nos últimos anos, o governo antecipou o pagamento para os primeiros meses do ano, uma medida adotada inicialmente na pandemia para socorrer a economia em períodos de baixa atividade. Em 2024, os valores foram liberados entre abril e maio, beneficiando milhões de segurados e injetando bilhões no mercado.
Para 2025, a decisão depende da aprovação do Orçamento, prevista para março. Caso a antecipação se repita, os beneficiários receberão o valor em duas parcelas, geralmente ajustadas ao salário mínimo de R$ 1.518. A medida é vista como um alívio para quem depende exclusivamente da Previdência, permitindo o pagamento de contas ou a compra de itens essenciais em meses críticos. Até lá, o cronograma tradicional, com pagamento em dezembro, permanece como base, mas a possibilidade de uma liberação antecipada mantém o tema em destaque no planejamento econômico do governo.
Preparação das famílias para o fim de ano
Com o décimo terceiro chegando mais cedo em 2025, as famílias brasileiras ganham um fôlego extra para organizar o fim de ano. O pagamento da primeira parcela até 28 de novembro permite planejar compras natalinas com antecedência, desde a ceia até os presentes, enquanto a segunda parcela, até 19 de dezembro, ajuda a cobrir despesas maiores ou quitar compromissos pendentes. Para quem recebe o salário mínimo, o valor líquido de cerca de R$ 1.400 exige priorização, mas ainda assim oferece alívio significativo.
Trabalhadores com rendas mais altas, como um salário de R$ 4.000, podem contar com cerca de R$ 3.500 líquidos após descontos, ampliando as opções de uso. Muitos aproveitam para viajar, reformar a casa ou guardar uma parte para janeiro, quando contas como IPTU e matrículas escolares chegam. O impacto do benefício no orçamento familiar reforça sua importância como um suporte financeiro estratégico, especialmente em um período marcado por celebrações e desafios econômicos.